Não iludam as crianças (com vírgula, sem vergonha e sem virtude)
Acordou decidido. Botou a farda da firma, pegou um balde, pincel grande e tinta e foi para o meio da rua enfeitar as ruas com as cores e a bandeira da seleção. Meu vizinho. Chegou todo mundo. Apareceram sua esposa e mais dois meninos. Bandeira, Hexa, taça, chuteira. . . Tinha de tudo. Pleno feriado mas ele, estranhamente, ostentava sua farda de serviço. Não queria dar azar para a seleção de modo nenhum, ainda mais após noticiaram que o Menino Ney provavelmente talvez estivesse liberado para calçar uma chuteira e fazer umas selfies para alimentar os perfis dos patrocinadores. Meu vizinho era só alegria. Depois do presidente dele ter tentado destruir uma tornozeleira eletrônica, uma boa notícia cairia bem. Saio para a padaria e vejo meu vizinho a lá Tom Hanks naquele filme que fez todo mundo chorar com a história do pior vizinho do mundo. E o meu vizinho tá lá. Agachado com o pincel na mão, quase soluçando enquanto escrevia algo como rumo ao Hexa. Tento não rir. Outro dia conversava ...
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