Eva
Quando pequena garota aprendeu a gostar de costurar roupas. Nem bem completados os dez anos e a menina Eva já desenhava os futuros vestidos que sua mãe, Irmã Vanda, costurava para vender. Assim dona Vanda sustentou suas três filhas, seis netos e quatro genros vagabundos e preguiçosos com muita alegria e disposição. Aos dezesseis, Evinha sobrevivia e sobrevoava já como um pequeno prodígio em sua congregação. Não tinha uma festa do coral ou do círculo de oração que ela não tivesse colocado a mão. Vestidos, paletós, gravatas, cortinas e lenços. Tudo ela fazia. Ainda assim não começava a ficar inquieta. Eva alimentava um caderno de futuros projetos. Você sabe bem como é. Tudo começa como um rascunho, depois ganha pretensão de sonho. Evinha fez um tecnólogo em Design de Moda. Um pródigo. Fez estágio na maior loja especializada do Recife. Aos vinte anos, sonho interrompido. Engravidou no primeiro mês após se casar, meio que na base do improviso e pressão familiar com o irmã...





_dust_jacket.webp)



