O Lobby sionista e o Brazil



O Lobby é o ato de influenciar decisões de agentes públicos (políticos, meios de comunicação, governantes) para defender interesses de empresas, setores econômicos ou grupos da sociedade, buscando aprovar, alterar ou evitar projetos ou perpetuar um conjunto de ideias sobre determinado assunto.

Um bom exemplo no Brasil é o racismo, que tratou, logo após a “abolição” manter mentiras perpetuadas até hoje, como a ideia de que aqui “não existe racismo” e vivemos numa “democracia racial”.

São mentiras tão propagadas, tão difundidas que acabam achando terreno fértil no campo do senso comum. O problema do lobby é que ele é legal, apesar de muito imoral e tem engordado os bolsos de muita gente.

No caso do lobby Sionista, vem de muito tempo. Essa empresa montada para pintar uma imagem do Estado de Israel e demonizar quem o critica remonta o final do século XIX, e opera a nível mundial no terreno diplomático, acadêmico, midiático e cultural.

Ou seja, estamos falando de jornais que pertencem a grandes famílias ricas israelenses, autores, teóricos, jornalistas, influenciadores e os milhares de livros e filmes financiados para pintar essa imagem de vítima ou perseguidos.

 Entre quem recebe apoio financeiro dessa empresa mundial temos políticos, partidos e movimentos criados para manter a ideia Sionista de “nação eleita”, “povo escolhido”, “vitimas de uma violência terrorista” e etc. É como se não tivesse tido os judeus alemães ditos patriotas, conservadores de direita que inclusive patrocinaram Hitler em sua ascensão ao poder.

Quando falamos de lobby sionista estamos nos referindo a nomes como a família Rothschild, estamos fala sobre a família Sulzberger, dona do New York Times ou George Soros, bilionários que mantém espalhados pelo mundo suas influências.

E é importante não confundir: Sionismo e antissemitismo não é a mesma coisa. O chamado ‘sionismo político’ foi criado por Theodor Herzl no final do século XIX e sempre foi um movimento nacionalista de extrema direita, fundado com o objetivo de ocupar as terras da Palestina, expulsando os moradores de lá, usando para isso qualquer meio necessário.

Estamos falando de um movimento de ocupação territorial, colonialista, violento, que não difere em nada do que foi o apartheid na África do Sul, o genocídio congolês do rei Leopoldo II da Bélgica, o massacre dos judeus durante a segunda guerra mundial ou o genocídio indígena no Brasil após a invasão de 1500.

O sionismo é antes de tudo um projeto ideológico. Diferente do antissemitismo, que é o ódio, a aversão, a xenofobia aos judeus e sua cultura, coisa que inclusive já é crime no Brasil, configurado como racismo e punido pela Lei 7.716/89.

Portanto, não se trata de criticar os judeus ou mesmo o judaísmo. Quando se critica o que vem sendo feito na Palestina, no Irã, Líbano Síria e Jordânia está sendo criticado o Estado de Israel, esse sim, um aparelho que foi tomado pelos sionistas e opera hoje segundo os criminosos interesses imperialistas, inclusive como exército terceirizado dos EUA e o forte lobby sionista de lá. Não é à toa que temos na maioria dos filmes americanos a pregação e a propaganda do militarismo norte-americano ou que os rostos ou a localização das ameaças globais sejam bem definidas: é o bandido chinês, a máfia russa, o terrorismo árabe, o assaltante negro...

 O que se tem em Israel é um projeto de Estado pautado em massacrar todo um povo, e que infelizmente é apoiado por grande maioria das sua população, fruto dessa campanha de décadas em defesa desse ideal supremacista chamado sionismo.

Por isso não é de se estranhar vemos o parlamento de Israel aprovar a pena de morte por enforcamento aos palestinos, na mesma época que a deputada brasileira propõe criminalizar o “sionismo” no Brasil.

 Por isso não é de se espantar quando vemos vídeos de soldados fazendo piadas com mortes de crianças dentro de mesquitas ou israelenses satirizando mães palestinas que não puderam enterrar seus filhos.

 É a mesma lógica das balas perdidas disparadas por armas comoradas se Israel só atinjam corpos de crianças negras nas favelas.

As mesmas organizações que bancam os filmes de Hollywood financiam as campanhas de políticos pelo mundo a fora, inclusive aqui.

Nem todo judeu...

Henry Sobel foi um defensor dos direitos humanos no Brasil durante a ditadura militar. Em 1975, na fase mais repressiva do regime, Sobel recusou-se a enterrar o jornalista Vladimir Herzog na ala dos suicidas do cemitério israelita, por rejeitar a versão oficial acerca das circunstâncias da morte.

Filho de judeus que fugiram da perseguição nazista na Segunda Guerra Mundial. Junto ao arcebispo de São Paulo, Dom Paulo Evaristo Arns, e ao pastor presbiteriano Jaime Wright, participou de maneira destacada no projeto secreto de reunir toda a documentação da ditadura militar brasileira, que resultou na publicação, em 1985, do livro “Brasil: Nunca Mais”.

Olga Benario é outro grande exemplo do povo judeu no Brasil. Judia alemã comunista, presa no Brasil e deportada em 1936 pela ditadura de Getúlio Vargas, ainda por cima, grávida entregue para a Gestapo e executada pelo regime nazista em um campo de extermínio em fevereiro de 1942, pouco depois de completar 34 anos.

Breno Altman. Jornalista perseguido e difamado por ser abertamente de esquerda e abertamente antissionista. Tem feito um exemplar trabalho e militância informando e denunciando os crimes cometidos pelo governo de Israel.

E o Brasil?

A Confederação Israelita do Brasil (CONIB) e a Federação Sionista do Brasil, fundada em 1922 e envolvida em diversas ações em favor do lobby sionista. Entre os políticos brasileiros que apoiam e participam desse lobby e suas ações temos Tarcísio de Freitas (Governador de SP), Ricardo Nunes (Prefeito de SP), Tabata Amaral (deputada Federal por SP), Cláudio Castro (ex-governador do RJ) e, claro, o ex-presidente e atual presidiário Bolsonaro, que também recebeu apoio de nazistas, neonazistas, supremacistas, redpills e outros seguimentos abjetos que foram tirados dos esgotos das redes sociais, sobretudo durante o processo de golpe de 2016, onde tentaram transformar o país num evangelistão.

Sendo uma organização internacional, não é de espantar que também exista nomes do chamado campo progressista que flertem com essas ideias. É o caso de Jaques Wagner, que se posicionou em defesa do “extermínio do Hamas” ou Carlos Siqueira, presidente do PSB (coincidentemente o partido da Tabata Amaral) que criticou Lula quando ele chamou o genocídio palestino de genocídio.

Ao mesmo tempo é um absurdo o Itamaraty convocar a Conib para um “debate sobre o antissemitismo”, inclusive com a participação do ministério dos direitos humanos.

Não dá para achar que é um equívoco, uma falha de comunicação ou não é um aceno para esse lobby sionista rasteiro, que de outubro de 2023 pra cá vem mostrando suas garras e sequestrado a opinião pública contra povos oprimidos, fazendo parecer normal escolas serem bombardeadas para milionários ficarem mais ricos. É isso que combatemos e continuaremos a combater.


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